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INFORMATIVO SINDESP-BA AOS TRABALHADORES DAS EMPRESAS DE VIGILÂNCIA DO ESTADO DA BAHIA

AS EMPRESAS DE VIGILÂNCIA, REPRESENTADAS PELA COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO INDICADA POR ASSEMBLÉIA PATRONAL, INFORMA AOS SEUS TRABALHADORES A REALIDADE DO QUE VEM OCORRENDO NAS DIVERSAS RODADAS DE NEGOCIAÇÕES COM OS SINDICATOS LABORAIS.

1- PROCURAMOS DE TODAS AS FORMAS O ENTENDIMENTO COM O SINDVIGILANTES, SINDMETROPOLITANO E SVIITABUNA, SEM SUCESSO, DEVIDO A INTRANSIGÊNCIA DE SEUS REPRESENTANTES QUE SE RECUSAM A RECONHECER A NECESSIDADE DO VIGILANTE EXECUTAR HORAS EXTRAS, DE FORMA VOLUNTÁRIA. EXPLICAMOS A RESPONSABILIDADE  COM A PROTEÇÃO DO PATRIMÔNIO GUARNECIDO E NÃO DEVEMOS SIMPLESMENTE DESCONSIDERAR O POSTO, COMO PERCEBIDO NA MESA.  AS HORAS EXTRAS PODEM OCORRER POR DIVERSOS MOTIVOS, ALHEIOS A VONTADE DAS PARTES, E CITAREMOS ALGUNS ABAIXO:

1.1- FALTAS NÃO JUSTIFICADAS OU ATRASOS DOS SUBSTITUTOS NOS POSTOS;

1.2- DOENÇA  DO SUBSTITUTO OU DO VIGILANTE NO POSTO;

1.3- NECESSIDADE DOS EMPREGADOS OU EMPREGADORES EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA;

1.4- TREINAMENTOS E APERFEIÇOAMENTO DO VIGILANTE;

1.5- COBERTURA URGENTE DE POSTOS ESPECIAIS  QUE REQUEIRAM CONHECIMENTOS ESPECIFICOS PARA A ÁREA;

1.6- NECESSIDADE DE SUBSTITUIÇÃO IMEDIATA DO VIGILANTE  EM CASO DE INCIDENTES NO POSTO;

2- MESMO MOSTRANDO O QUE ACONTECE NO DIA A DIA DE TRABALHO DOS VIGILANTES, ALGUNS SINDICALISTAS DA MESA DE NEGOCIAÇÃO, QUE SE DIZEM REPRESANTANTES DOS TRABALHADORES, AFIRMAM QUE NÃO FARÃO ACORDO POR NÃO CONCORDAR COM A EXECUÇÃO DO TRABALHO EXTRA,  NA FOLGA DO EMPREGADO. PREFEREM QUE OS VIGILANTES FAÇAM BICO EM OUTRO LOCAL, SEM FGTS, SEM INSS, SEM FÉRIAS, SEM DÉCIMO, SEM SEGURO, CORRENDO RISCOS E RECEBENDO UM VALOR 50% MENOR POR HORA TRABALHADA.

2.1- FALAM TANTO EM PRECARIZAÇÃO E NÃO TEM INTELIGÊNCIA PARA VER QUE A DEFENDEM  QUANDO RECONHECEM O BICO, OU SEJA, TRABALHO FORA DO SETOR SEM RECOLHIMENTO DE ENCARGOS.

3- DIZEM QUE O PATRONAL VAI IMPEDIR O VIGILANTE DE TER O SEGUNDO EMPREGO, O QUE É PURA MENTIRA. O QUE INFORMAMOS É QUE COM O SEGUNDO EMPREGO O VIGILANTE PRECISA TRABALHAR OS 30 DIAS DO MÊS  PARA RECEBER O MESMO VALOR DE UM VIGILANTE QUE TRABALHA 15 PLANTÕES NORMAIS  MAIS 7 EM EXTRAS, SE ASSIM DESEJAR, COM A VANTAGEM DE TER TODOS OS DIREITOS GARANTIDOS, NA MESMA EMPRESA.

4- O VIGILANTE QUE TEM 2 EMPREGOS NÃO PRECISARÁ SE SACRIFICAR  DURANTE OS 30 DIAS DO MÊS, SEM FOLGAS E PREJUDICANDO A SAÚDE, COMO DEFENDE O LABORAL,  PARA RECEBER O MESMO VALOR DE OUTRO QUE, SE DESEJAR, TRABALHOU 7 PLANTÕES A MENOS.

5- NAS DIVERSAS CONVOCAÇÕES DOS LABORAIS, COM A PRESENÇA DE 20 A 30 DIRETORES DO SINDICATO DOS VIGILANTES, QUE SE LIMITAM A REPETIR OS DISCURSOS DO SEU PRESIDENTE, DIZEM AS MAIORES MENTIRAS. INFORMAM O QUE LHES INTERESSAM, SEM COMPROMISSOS COM A VERDADE E MANIPULAM AS INFORMAÇÕES PARA INFUENCIAR  ALGUNS POUCOS  TRABALHADORES QUE DESCONHECEM OS ACONTECIMENTOS.

6- EXPLICAMOS DIVERSAS VEZES QUE HOJE O DESEMPREGO ATINGE MAIS DE SESSENTA MIL VIGILANTES NO PAÍS, QUE A CATEGORIA VEM ENCOLHENDO E QUE É PRECISO ENCONTRAR UMA SAIDA. EM RESPOSTA PERCEBEMOS QUE O SENTIMENTO DO LABORAL É MANTER O ENFRENTAMENTO ENTRE EMPREGADOS E PATRÕES OU SEJA, TUDO TEM QUE IR A JUSTÍÇA PORQUE ATENDE AOS SEUS INTERESSES COM ACIRRAMENTO DOS CONFLITOS.

7- FALAM QUE VÃO CONVOCAR ASSEMBLÉIA PARA PARALISAR AS ATIVIDADES, COMO SE AS CONSEQUENCIAS FOSSEM RECAIR SOBRE OS OMBROS DOS REPRESENTANTES DOS SINDICATOS. NÃO ENTENDEM QUE O MAIS IMPORTANTE PARA OS TRABALHADORES EM MOMENTOS COMO ESSES  É MANTER SEUS EMPREGOS, DENTRO DE UM CLIMA DE COMPREENSÃO DA REALIDADE DE UM PAÍS EM DIFICULDADES, COM MAIS DE 14.000.000,00(QUATORZE MILHÕES) DE DESEMPREGADOS.

8- NÃO DESEJAM NEGOCIAR, APENAS REPETEM O MESMO DISCURSO VELHO E ULTRAPASSADO DE NÃO CEDER AOS INTERESSES DO PATRÃO.  COM FALSOS ARGUMENTOS, SE OMITEM PARA NÃO EVOLUIR NA MESA COM GANHOS PARA TODOS OS VIGILANTES,  E NÃO QUEREM RECONHECER QUE OUTROS SINDICATOS LABORAIS JÁ CONCORDAM COM A HORA EXTRA.

CONCLAMAMOS A TODOS OS VIGILANTES QUE NÃO SE DEIXEM LEVAR POR FALSAS PROMESSAS E QUE SE MANTEHAM EM ATIVIDADE NORMAL DE TRABALHO. O QUE IMPORTA NESTE MOMENTO É, PRINCIPALMENTE, TER LIDERES CAPAZES DE PARAR COM O DESEMPREGO NO MEIO DOS TRABALHADORES E DIZER NÃO AQUELES QUE SÓ DESEJAM LEVA-LOS AO CONFLITO.

SALVADOR - BA, 18 MAIO DE 2017

 

 

 

SALVADOR CAPITAL DA BAHIA, COMPLETA HOJE 468 ANOS DE FUNDADA.

O SINDESP-BA HOMAGEIA NOSSA CIDADE TRANSCREVENDO ABAIXO UM TEXTO QUE FALA SOBRE A GASTRONOMIA, UMA DOS MAIS INFLUENTES CARACTERÍSTICAS DA NOSA CIDADE

QUE COMIDA EU SOU?

“O DENDÊ É A MAGIA. O DENDÊ É A TINTA DA GENTE, O PINCEL”

Dadá

 

Eu me chamo Salvador e sou uma delícia. Para quem tem libido eu sou cozido. Se for de xangô ou Exu, te labuzo com caruru. Para gente esperta, sou moqueca. Depois do baba, sou feijoada. Se tiver paixão, sou acarajé (ou abará?) com camarão. Sou quente e apimentada. Sou xinxim, bobó, efó e mariscada. Ensopado, vatapá, lambreta e rabada.

Sou uma luxúria de sabores, uma devassidão de temperos, uma orgia de ingredientes. Mas, afinal, que comida eu sou? Qual iguaria mais combina com minhas influências gastronômicas? Cinco especialistas na arte da cozinha opinaram pela seleção feita pelo jornal. O professor e historiador Elmo Alves, chefe do restaurante-escola do SENAC, a quituteira Dadá, a equede Sinha de Xangô, do terreiro Casa Branca, o antropólogo especialista em gastronomia Raul Lody e a cozinheira Alaíde do Feijão.

Como se vê só gente com dendê no sangue. Se bem que, nas cinco opções, nem todas são batizadas com o azeite dos orixás. No infinito dos pratos, os campeões de sedução: acarajé, feijoada, moqueca, caruru e cozido. Mesmo com a seleção, quase todos hesitaram na escolha. E se alguém acha que o famoso bolinho vendido no tabuleiro foi unanimidade, está enganado.

“Uma moqueca de peixe negão”. (Moqueca mista de peixe com camarão é a cara da Bahia). Tem dendê, tomate,, tem a cebola, o coentro, o leite de coco e a pimenta de cheiro. Com molho lambão e pirão... “Êta porreta” largou de cara Dadá soltando sua conhecida gargalhada. “Nada supera o colorido, o cheiro e o sabor da moqueca”, assinala.

Mas a risada de Dadá de repente para. Colé negona! Ela se lembrou da maior estrela do nosso fast food nagô. “Agora tem o acarajé também, né negão? Muito forte!” derrapa a quituteira já em dúvida. “O acarajé é como se fosse nosso hamburger. Agora pensando bem, o acarajé também seu lugar. Caiu na boca do povo”. Lá ele, Dadá.

Fomos então ao historiador Elmo Alves, chef de cozinha do SENAC do pelourinho. De primeira, Elmo dá uma gingada. “A comida do dia a dia do baiano é feijão. Tá no cotidiano. Tá até na forma de expressão, né?. ´Vou bater um feijão` ´Vou pegar um feijão para comer.” Avalia. Pura mandiga de cozinheiro  que prepara quase dez tipos de moqueca por dia.

“Mas quando a gente fala de representatividade, de uma comida que defina nossa identidade, vem muito na cabeça da gente o acarajé e a moqueca de peixe também”, enfatiza, agora sim, Elmo sem conseguir definir um só prato. “Então, vejo o acarajé e a moqueca como os pratos que mais traduzem Salvador. Eu como Salvador quando eu como um acarajé no Rio Vermelho ou em Itapuã”. Que delícia painho.

Na Bahia, o paladar é um sentido que não se fecha em si. Até os sabores aqui têm relação com o sexto sentido. Que o diga Mãe Sinha, do Terreiro Casa Branca, uma cozinheira de mão cheia. Para ela o prato que representa Salvador tem que ser de santo. “Não é comida baiana. Eu chamo de comida ancestral feita para os orixás, que se transformou na nossa comida do dia a dia”, ensina.   ¨

Sem rodeios, Sinha! Eu sou Salvador. Que comida eu sou? “Moqueca de peixe com vatapá. Porque é uma bela combinação, como a Bahia, que combina com tudo também. Aí acrescenta  o vatapá, que é um prato baiano”, disse  a equede, que da mesma forma, escorrega para o acarajé . “O acará ( nome original em ioruba) hoje é o prato da Bahia. As pessoas comem sem nem saber que é de orixá” diz Sinha, que não esquece de citar o prato dos ibejis. “Mas quem não gosta de um caruru também, né?” indaga.

O único a não hesitar é tido como um dos maiores pesquisadores da comida baiana e autor de diversas publicações sobre o tema. O antropólogo Raul  Lody é direto. “Um bom acarajé, com molho nagô, feito com pimenta frita e dendê, tem um valor, uma cor e uma qualidade gastronômica diferenciada. Sem dúvida, é o acarajé”. Numa coisa os quatro concordam. Se Salvador fosse uma iguaria, ela teria que ter dendê. “O dendê é a magia. O dendê é a tinta da gente, o pincel”, poetiza Dadá. “Quando a gente fala de comida à base de dendê, a gente fala de comida que tem uma tradição afro muito forte. O dendê é um elemento emblemático dessa cozinha. A gente sente o cheiro de dendê em cada esquina de Salvador. Quando a gente vê uma mulher bonita diz que ela tem dendê”, compara Elmo. Eu sou Salvador. Eu tenho dendê! Será?

Aí entra Alaíde Conceição, 67anos, a Alaíde do Feijão. Dona de um restaurante que funciona no Pelourinho há 25 anos, ela sai em defesa da iguaria que se incorporou ao seu nome. “Não tem outra coisa que o soteropolitano coma e goste mais do que o feijão. A feijoada é uma mistura, assim como Salvador, diz Alaíde, que considera a nossa feijoada diferente de todas as outras.

“Nos outros lugares, o povo só coloca, mais carne de porco. Aqui em Salvador a gente bota carne de sertão, de boi, calabresa, burriga, vísceras e costela”, enumera a quituteira. E se precisar de azeite, Alaíde bota. “Agora tá saindo moqueca de feijoada aqui também”, destaca.

Com ou sem azeite, se eu sou Salvador, tenho que ter tempero. “Eu vejo o povo aí botando na comida uma pitadinha de sal, um pinguinho de cominho. Isso é tempero, negão?” questiona Dadá. O povo faz moqueca com leite de coco fraco. Minha mãe fazia moqueca com cinco, seis cocos. Ah! Negão. “Tem que ter tezão” conclui Dadá. É Dadá. Sou Salvador. Para me comer tem que ter tesão mesmo!.

                                                                                                                                                                                                                               Texto deAlexandre Lyrio – Jornalista

                                                                                                                                                                                                                                            Transcrito do jornal CORREIO


29 de março de 2017

   

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