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‘’O HOMEM SÓ COSTUMA SE LEMBRAR DE DEUS E DOS SOLDADOS NOS MOMENTOS DE PERIGO’’.

                                                                                                                                                              2007    

   Esse velho ditado romano traduz o que se passa em nosso Brasil tropical. As nossas Policias e os nossos soldados das Forças Armadas parecem não ter muita importância para nossos governantes, haja vistas os baixos soldos (assim é chamado o salário do militares), as armas e as viaturas obsoletas e pouca verba para o orçamento militar .

Os homens que fazem nossa segurança pública já se habituaram a viver assim há muito tempo. Habituaram-se porém nunca aceitaram, o que os incentiva, a seguir caminhos ilícitos. São cobrados pela sociedade que, a cada dia que passa, necessita de mais proteção. Interessante é que essa mesma sociedade que pede socorro quando necessita, os condena ao ter conhecimento, através da mídia , de medidas repressivas e severas tomadas contra cruéis bandidos. Paradoxalmente, observa-se que, no cenário de intranqüilidade e caos em que vive o País, a população também sente medo desses homens e mulheres que fazem a nossa segurança, talvez por ignorância dos procedimentos de caserna, ou por preconceito, razões ideológicas ou até mesmo má fé .

Incêndio de ônibus com mortes de inocentes em São Paulo em 2006. Repetição desse crime bárbaro nos primeiros dias de 2007, no Rio de janeiro. Viaturas militares, delegacias de policias e quartéis ousadamente atacados por bandidos de todas as especialidades, cada dia mais bem armados e organizados. É terrível contatar que vivemos em um País onde o cidadão comum sente-se cada vez mais desprotegido nas ruas das grandes cidades brasileiras, pois quem faz sua segurança está mais desprotegido do que ele.

Só depois de centenas de inocentes sacrificados na ‘’guerrilha‘’, urbana, nossas autoridades parecem ter acordado e passado até achar que esses são atos de verdadeiros ‘’terroristas’’. E só aí colocou a Força Nacional nas ruas, com soldados sem nenhum treinamento especifico e sem armamento adequado para lutar contra as poderosas armas importadas, clandestinamente, dos criminosos.

Sou descrente com relação a essas providencias espetaculosas, que só servem para manchetes na imprensa e não duram muito tempo, enquanto o crime parece ser eterno.

Outro dia , um amigo me falou ‘’Não tem solução. Temos que conviver com isso’’. Não concordei com ele, apesar de perceber que o brasileiro já se acostumou com o crime. Outrora, bandido temia a Policia. Hoje a ataca. Outrora, ao ver um corpo estendido nas ruas, o cidadão se horrorizava, se aglomerava, havia revolta. Outro dia, um jornal da nossa cidade publicou a foto de homem morto por bandidos na praia, e um grupo de rapazes jogando futebol ao seu redor. É a banalização do horror. Até mesmo crianças já se acostumaram com a matança do dia a dia e olham, de maneira indiferente, nos bairros onde residem, pessoas estendidas no chão, varadas por balas .

Quanto à solução, existe sim. Porém, existem também a falta de interesse e o medo de combater o crime do “colarinho branco’’. O medo de atingir pessoas influentes, enfronhadas na criminalidade.

Sabemos que isso poderá se reverter se, dentre outras providências, houver fiscalização permanente nas fronteiras do Brasil, impedindo a entrada de armas e drogas, além de proteger este rico e cobiçado Pais dos interesses fortuitos manifestados pelos estrangeiros. Forças Armadas são para isso. Teríamos fiscalização diária no ar, na terra e no mar. E para isso existem Aeronáutica, Exercito e Marinha. Precisaria, porém, dotar esses militares de armamentos e equipamentos modernos, além de salários dignos que não os deixassem tentados por propostas desonestas do crime.

Nas cidades , é necessária também uma Polícia bem paga e bem preparada para realizar serviços de investigação que permitam colocar na cadeia os verdadeiros ‘’chefes do crime’’. E nesse trabalho de investigação, um segmento poderia prestar uma ajuda substancial: a segurança privada. Com milhares de profissionais espalhados em todo o Pais, nas empresas, indústrias, condomínios, instituições financeiras e nos órgãos públicos, a segurança privada poderia colaborar, sem ônus para o poder público, prestando informações às instituições policiais. Para isso, é necessário que sua colaboração – a de unir esforços em prol da sociedade – seja vista sem preconceitos por parte das autoridades. Além de pôr os criminosos na cadeia, é necessário descapitalizá-los, bloqueando bens e dinheiro adquiridos com o crime. Sem chefes poderosos e sem dinheiro, criminosos ‘’pé rapado’’ – aquele que vai para rua provocar o terror - iria voltar a roubar galinha, como nos velhos e românticos tempos.

Uma justiça poderosa, forte, sem comprometimento, literalmente justa, fecharia o ciclo mantendo essa corja na cadeia ad eterno. Acredito que, somente com atitudes como essas, o cidadão brasileiro vai poder sair para seu trabalho e lazer com tranqüilidade e sem medo de ser surpreendido por um assaltante ou por uma bala perdida.

Afinal , como diz um conhecido general do brioso, exército brasileiro. ‘’Forças Armadas forte é garantia de segurança externa. Policia eficiente é certeza de segurança pública’’. Com essas providências, teremos tranqüilidade para exercitar nossa fé em Deus e nos soldados , incondicionalmente, pondo abaixo o velho ditado romano.

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