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“Marcola” Não pode ter razão.

         2006

 

 

“Vocês agora estão morrendo de medo. Quem mandou? Nós somos o inicio tardio de vossa consciência social”

É, infelizmente, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, um cidadão abaixo de toda e qualquer suspeita, chefão do autoproclamado Primeiro Comando da Capital (PPC), parece ter cutucado a consciência para a situação de caos em que vivi a Nação.

Tudo começou naquele 14 de maio de 2006. Era o “Dia das Mães”. A explosão da violência em São Paulo, que logo se estendeu para outras capitais, deixou a sociedade perplexa e mais assustada do que nunca.Todos foram pegos de surpresa, aliás, o povo, porque as autoridades policiais sabiam que, semelhante ao vulcão, a rotina dos presídios parecia em ebulição, prestes a explodir a qualquer momento.

A “guerra civil” que assola o País está tomando proporções gigantescas, sem nenhum controle, tornando o cidadão refém da criminalidade que emana dos próprios presídios. O Brasil permanece “deitado em breco esplêndido” há mais de quinhentos anos. Já está na hora de se levantar e fazer jus à maravilhosa natureza que possui, de norte a sul, e de dizer à maioria dos políticos que decência e caráter não são atributos em extinção.

Faz parte do discurso nacional dizer que as péssimas condições de vida da maioria da população são as responsáveis pelas turbulências por que passa o País. Mas, onde está a atitude de se trabalhar esse problema, em busca de uma solução urgente? O tempo urge, vidas são ceifadas diariamente. Os governantes precisam dar o pontapé inicial na reconstrução da sociedade, para que ela também faça sua parte. Como? Procurando escolher melhor seus governantes, não acreditando em falsas promessas de emprego ou outras benesses difundidas por alguns candidatos no período das eleições.

É preciso reagir, sem, porém, alimentar o crime. Como um cidadão comum alimenta o crime e a violência? Vamos refletir: a inocente dona de casa que faz sua “fezinha” no jogo do bicho está alimentando uma perigosa contravenção ligada ao crime pesado. Aquele cidadão comum, que não acha nada demais comprar CD e DVD pirata, está alimentado o crime de contrabando e pirataria. Aqueles jovens oriundos de famílias de classe média, que, apenas nas festinhas de fim de semana, dão suas tragadas e cheiradas, também fomentam a violência.

Todas essas atividades escondem atrás de si perigosos chefes do crime. Até mesmo aquelas pessoas de coração caridoso, que dão esmolas a crianças nas sinaleiras, estão estimulando o ócio e o vicio da “cheirada de cola” fazendo daquela criança o marginal que lhes assaltará futuramente nas mesmas sinaleiras. Como sobreviveriam os bicheiros, traficantes e contrabandistas se não houvesse o consumo?

Escolhendo bem nossos governantes e evitando práticas como essas, poderíamos evitar que, no “Dias das Mães” dos nossos netos e bisnetos, centenas de mães chorem e lamentem a perda de seus filhos queridos. Não deixemos que Marcola tenha razão. Comecemos já a construir um mundo melhor : Depende de cada um de nos.

 

 

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