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Em meio ao aumento da criminalidade no Brasil, segmento de segurança privada perde postos de trabalho pelo terceiro ano consecutivo



Em meio ao aumento da criminalidade no Brasil, segmento de segurança privada perde postos de trabalho pelo terceiro ano consecutivo

Desde 2015, mais de 70 mil vagas foram fechadas. Número contribui para o crescimento da sensação de insegurança da população

 

“Uma Bomba Atômica por ano” assim o 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública classifica o número de assassinatos cometidos no Brasil em 2016. Ao todo, 61,5 mil cidadãos perderam a vida de forma violenta, por homicídio doloso. Um aumento de 3,8% em relação a 2015.  De acordo com o levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública lançado na última segunda-feira (30), sete pessoas foram assassinadas por hora no ano passado.

Quase três mil pessoas foram mortas em latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Mais de um milhão (1.066.674) de veículos foram furtados entre 2015 e 2016.  Outro dado que preocupa é o de que os investimentos de Municípios, Estados e União em políticas públicas de segurança caíram 2,6%.

Diante desse cenário, a sensação de impotência da população é constante. E o sentimento cresce com declarações como a dada pelo Ministro da Justiça, Torquato Jardim. Ao analisar a situação do estado do Rio de Janeiro, que enfrenta uma forte crise econômica e de segurança, o ministro afirmou que comandantes de Batalhões da Polícia Militar são sócios do crime organizado, segundo noticiou o portal UOL. Apesar do governo do Rio e da PM refutarem a afirmação, o estrago na confiança dos cidadãos já estava feito.

Como a sensação de insegurança é diária, as pessoas têm medo de fazer ações cotidianas, como andar na rua. Mas, os números elevados da violência e os problemas da segurança pública não são os únicos fatores que contribuem para o aumento do medo, como alerta o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jeferson Furlan Nazário.

“Desde 2015, mais de 70 mil postos de trabalho do segmento de segurança privado foram fechados. É óbvio que isso contribui para o aumento da sensação de insegurança e, em alguns casos, para o aumento da criminalidade. O bandido tem um estímulo extra para agir quando chega a um local e não encontra nem vigilantes, nem policiais”, afirma.

Nazário explica ainda que uma das funções da segurança privada é atuar de forma complementar a segurança pública no combate à criminalidade. Os vigilantes fazem a segurança preventiva de empresas, indústria, comércios, bancos e condomínios, órgãos públicos, escolas e hospitais, o que libera o efetivo policial para atuar nas ruas.

“É uma parceria que aumenta substancialmente a segurança e sensação de proteção da população. O cidadão se sente muito mais tranquilo ao frequentar lugares protegidos pelas empresas de segurança privada”, argumenta o presidente da Fenavist.

Jeferson Nazário ressalta que a perda de postos de trabalho em meio ao aumento da criminalidade no País evidencia que, diferentemente do que muitas pessoas imaginam o crescimento da segurança privada não está atrelado a violência, mas sim a uma economia forte. Para se ter uma ideia, entre janeiro de 2015 e setembro de 2017, 72.968 vagas foram fechadas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho que foram analisados pelo Departamento de Estatística da Federação.

“Esse número corresponde a mais de 10% do número de vigilantes contratados por nossas empresas. Tanto ele quanto as estatísticas evidenciais pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública deixam claro que a segurança privada, assim como todas as outras atividades, depende de uma economia forte para crescer”, conclui Nazário.

 

01 de novembro de 2017

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